O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, informou que após informações obtidas por meio de estudos científicos, realizados principalmente em parceria com a Fiocruz e pesquisas encomendadas em parceria com a Universidade de Oxford foi possível avaliar a aplicação da 3ª dose.
De acordo com o ministro, no Brasil existe doses suficientes para abastecer as 38 mil unidades básicas de saúde do país. Ainda segundo o Ministério da Saúde, pelo menos 10,7 milhões de pessoas acima de 60 anos de idade e trabalhadores da saúde já receberam o reforço e pelo menos outros 12,4 milhões estão aptos a receber mais uma aplicação neste mês.
O objetivo é da pasta é aplicar o reforço para 103 milhões de pessoas até maio de 2022. Segundo a secretária de Enfretamento à Covid, Rosana Leite de Melo, a intenção é que até o meio do ano que vem, todas as pessoas acima de 18 anos tenham recebido a dose extra. Queiroga informou que o reforço será realizado com uma vacina diferente da que foi aplicada na primeira e segunda dose.
Atualmente, somente as pessoas imunizadas com AstraZeneca e Coronavac estão aptas para receber a terceira dose, que será realizada com a vacina da Pfizer.
A decisão não foi orientada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e nem pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).
Para a Anvisa, “as discussões sobre a dose de reforço são debates técnicos que estão a todo momento em curso”. Até o momento, apenas a Pfizer solicitou alteração do esquema previsto em bula para sua vacina.
Carlos Lula, presidente do Conass disse que “Esse comunicado em específico não foi conversado com a gente, mas a gente vinha cobrando, há alguns meses, esse cronograma para 2022 e entendia que tinha mesmo de dar a dose de reforço em todo mundo acima de 18”.
De acordo com o jornal Estadão, o Ministério da Saúde teria tomado a decisão de aplicar as doses extras até maio de 2022 sem ouvir o parecer da Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização da Covid-19 (CTAI).
Para alguns especialistas, antes de o Brasil começar a aplicar a terceira dose, era importante completar o ciclo vacinal das outras faixas etárias.
Segundo a ex-coordenadora do Programa Nacional de Imunização (PNI) Carla Domingues, ainda há uma baixa procura pela terceira dose entre os grupos que mais precisam. Ainda segundo ela, até a procura pela segunda dose ainda está baixa, então não é cedo para falar em terceira dose.
Fonte: Associação Paulista de Medicina




